domingo, 3 de janeiro de 2016

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O COMENTARISTA
(Leia com atenção)

“O comentarista não é um catequista, ou seja, não lhe cabe explicar doutrinas, cerimônias etc... Seu papel não é o de pregador e de professor. É erro grave, o comentarista fazer longas explicações, pois um comentário nunca deve ser longo e além do mais, é errado dar explicações da Palavra que vai ser lida. Há também, aqueles que se assemelham a um locutor de rádio, falam com euforia, voz alta demais e, por tanto sem devoção. Fazem do comentário um momento para se mostrar para a comunidade. A grande parte dos acontecimentos celebrativos são evidentes, não precisam
ser comentados. Ele não é o dono do altar da palavra, nem da estante onde fala, nem do microfone. Não é bom também que ele fique respondendo a Missa pelo microfone numa altura que atrapalhe a assembleia. Se responder a Missa seja numa altura mínima. A assembleia deve ser escutada nas respostas. Esse fato de responder muito alto sobrepondo a voz da assembleia tira a centralidade do altar e atrapalha o presidente da celebração eucarística.”

O que é então o comentarista e qual o seu lugar na celebração?
“- O comentarista é um animador, alguém que ajuda o povo a participar da celebração. Ele é discreto, animado e convidativo. Sua missão é convidar a assembleia a participar. Ele acolhe, incentiva a assembleia fazendo intervenções breves e alertando para algum tema ou rito da celebração, promovendo a sintonia entre a assembleia e a celebração, bem como, propicia um clima de oração e de respeito. É sóbrio no ser e no vestir e suas palavras são poucas, mas cheias de significado.”

Alguns pontos a serem observados:
“1 – ao comentarista cabe uma tarefa significativa: é ele quem vai colocar a assembleia dentro daquele momento.
2 – nunca o comentarista deverá falar às pressas com cabeça baixa, só porque o comentário é breve. O comentarista que age assim já estraga tudo desde o começo. Um comentário deve ser muito bem feito.
4 – cabe ao comentarista dar as boas vindas aos irmãos e irmãs para a celebração eucarística. Após as boas vindas, ele (a) irá rezar com a assembleia a Oração do Papa Francisco para o ano da Misericórdia, ler as intenções da Missa (se houver) , iniciar o comentário, dando o motivo da celebração.
5 – nunca o comentarista deve terminar o seu comentário inicial convocando a assembleia para ficar de pé, ou pedir a assembleia receber o celebrante ...  e anunciando o canto de entrada. Quem convida a assembleia a ficar de pé é o Ministério da Música com o próprio canto de Abertura.”
Fonte: Net e Frei Fabreti, ofm